Monday, October 24, 2005

Higiene sem (ou com) fraldas

© copyright 2000 – 2004

Alguma vez pensou como é que os bebés aprendiam a controlar as necessidades fisiológicas antes de haver fraldas? Ou como é que aprendem hoje em dia nas regiões onde não há fraldas? Existe um método adoptado por um número crescente de mães, que é semelhante ao usado desde há séculos pelas mães de todo o mundo, o Infant Potty Training, em inglês, ou higiene sem (ou com) fraldas.

É importante sublinhar desde já que se trata de trabalhar com *bebés de colo* (não com bebés que já andam) com vista a que não necessitem de fraldas. A altura ideal para começar é entre o nascimento e os 4-5 meses de idade.

Não há nenhuma expressão que descreva adequadamente este sistema, incluindo Infant Potty Training (literalmente, treinar o bebé de colo para usar o bacio) porque, por um lado, o bebé não consegue sentar-se num bacio e, por outro lado, o processo tem mais afinidades com o trabalho de equipa (com o bebé) e com a inter-relação do que com o conceito de treino. Ou seja, é um método baseado na comunicação e na interacção, tendo pouco a ver com o que normalmente chamamos "treino". A comunicação é a chave para estar em contacto com o bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas.

A característica mais específica deste método talvez seja o facto de os pais começarem geralmente a trabalhar com o bebé antes de ele conseguir sequer manter-se sentado. Em vez de começarem a informar-se sobre a maneira de ensinar a criança a deixar de usar fraldas quando ela já anda, os pais devem considerar a possibilidade de usar este método durante a gravidez ou as primeiras semanas/meses após o nascimento.

Escolhi denominar este método "infant pottying" e "infant potty training", mas há outras designações tais como "elimination communication" (comunicação da eliminação, referindo-se à eliminação da urina e das fezes) e "trickle treat" (trocadilho intraduzível entre a expressão trick or treat do Halloween e a palavra trickle, fio de líquido), sendo esta última o título do meu primeiro livro sobre o assunto, actualmente esgotado. Aqui nesta página encontra-se toda a informação básica e, se precisar de saber mais, há dois livros meus sobre o tema: «Infant Potty Training – A Gentle and Primeval Method Adapted to Modern Living» (500 páginas), o mais completo livro actualmente disponível sobre o tema, e «Infant Potty Basics – With or Without Diapers… The Natural Way» (110 páginas). Clique nas capas dos livros para obter mais pormenores!


Filosofia
Os bebés são mais inteligentes do que nós pensamos! O grande erro que as pessoas cometem é presumir que um recém-nascido não tem consciência de fazer as necessidades. Partimos do princípio de que um bebé é incapaz de aprender a controlar as necessidades por ser pequeno, não ter coordenação e não andar nem falar. O bebé é tão dependente que se torna difícil para os ocidentais imaginar que um ser tão minúsculo possa ter consciência de fazer xixi e cocó. E é ainda mais difícil para nós acreditar que os bebés tenham algum controlo sobre a eliminação. Com esta concepção estreita e preconceituosa, encorajamos e ensinamos os bebés a não se importarem de fazer as necessidades na fralda. Em suma, ensinamo-los a utilizar a fralda como casa de banho.

Um bebé normal e saudável, na verdade, tem consciência das funções corporais de eliminação e pode aprender a reagir-lhes desde muito pequeno. Ao utilizar fraldas, condicionamos – e portanto ensinamos - o bebé a usá-las. Mais tarde a criança tem de o desaprender, o que poderá confundi-la e constituir uma experiência traumática.

O bebé faz tudo o que pode para nos comunicar a consciência que tem do que se passa, mas se não o ouvirmos deixa de comunicar e gradualmente perde o contacto com as funções de eliminação. Será condicionado a não lhes ligar e a aprender que queremos que use a fralda como casa de banho.

O método da higiene sem (ou com) fraldas não só é quase desconhecido no Ocidente, como para muitos parece logo pouco prático. Contudo, salvo relativamente escassas excepções, a aprendizagem da higiene sem fraldas é por definição pouco prática seja qual for a maneira como se faça.

Se esperar que o bebé aprenda sozinho aos 2, 3, 4 anos ou mais, ficam ambos sujeitos a andar anos a mudar fraldas (para não falar da roupa para lavar, toalhetes e outros acessórios de higiene).

As fraldas, especialmente as descartáveis, são apenas um meio temporário de resolver a questão. Tentamos "tapar" o sistema de eliminação de resíduos do bebé com fraldas, da mesma forma que estancamos temporariamente uma fuga num cano roto. Quantos pais terão ponderado se esta é a solução mais higiénica para a criança? Quantos pais se preocupam com o impacto ambiental das fraldas? Quantos o fariam se soubessem de uma alternativa à utilização de fraldas a tempo inteiro?

Quem poderá utilizar este método?

Os pais de bebés de colo, futuros pais, avós, amas e qualquer outra pessoa interessada em trabalhar afectuosa e pacientemente com o bebé de modo a chegar à higiene sem fraldas o mais cedo possível. Aqui, o conceito fundamental é "bebé de colo", por oposição a "bebé que já anda", uma vez que quem trata da criança vai começar a trabalhar em equipa com ela nos primeiros meses de vida. O método da higiene sem (ou com) fraldas resulta melhor quando é utilizado por:

* mães ou pais que passem pelo menos o primeiro ano ou os dois primeiros anos a tratar do bebé;
* mães ou pais que trabalham fora de casa e que tenham alguém de confiança a tratar do bebé, como p. ex. um parente, uma ama ou um amigo.

O que é necessário?

Tempo, dedicação e paciência. Se não puder dispor destas qualidades ou arranjar a assistência necessária, este método não é adequado para si nem para o seu bebé.

Mas se este método lhe parece fazer sentido, se lhe soa bem, experimente! Não faz mal nenhum tentar e, se não resultar, pode voltar às fraldas a tempo inteiro.

Quando é que se começa?

A altura ideal para começar vai desde o nascimento até aos 4-5 meses de idade. Neste período, decorre uma fase de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem.

Quanto tempo leva?

No Ocidente, o processo completa-se, em média, por volta dos 2 anos, embora os bebés atinjam um controlo bastante bom das necessidades *muitos* meses antes.

Será seguro?

Claro que sim, desde que os pais estejam com o estado de espírito correcto. Têm de estar descontraídos e positivos ao lidar com o bebé. Têm de ter paciência e suavidade, observar e responder a tempo aos sinais do bebé sempre que possível, e dar carinhosamente o apoio necessário enquanto seguram o bebé na posição adequada.

Este método não é punitivo, NÃO inclui castigos, zangas e dominação. Note-se que é diferente do método severo com que nos anos cinquenta se "tirava as fraldas" cedo aos bebés.

Será que resulta mesmo?

Sim, mas não sem esforço nenhum. O êxito não acontece do pé para a mão. É preciso pelo menos um adulto empenhado e vários meses de perseverança para completar a higiene sem fraldas. Logo desde o princípio, há divertidas e entusiasmantes recompensas diárias tanto para o bebé como para quem trata dele. A comunicação do bebé é reconhecida e encorajada. Os pais ficam espantados com o grau de consciência do bebé e empolgados quando ele faz sinal e responde tão fácil e naturalmente.

O bebé tem que andar nu?

Não é indispensável. Muitos pais mantêm o bebé com fralda ou fralda-cueca no intervalo das utilizações do bacio, enquanto outros preferem deixar o bebé de rabinho ao léu ou nu a maior parte do tempo. Em suma, é uma questão de preferência.

Uma descoberta maravilhosa - a minha experiência pessoal com a higiene sem (ou com) fraldas

Os meus dois primeiros filhos deixaram de usar fralda da maneira convencional. Quando o meu terceiro filho nasceu, eu nem queria pensar que ia ter de passar outra vez pelo mesmo processo, que implicaria mais uns quantos anos de fraldas, e comecei a procurar um modo melhor de tratar da tarefa.

Aprendi os princípios de uma técnica alternativa através de uma senhora indiana que estava de visita em nossa casa. Ela ficou horrorizada quando lhe falei da forma como os ocidentais lidam com "a questão das necessidades fisiológicas" e explicou-me como se faz na "terra dela", na cultura dela. Fiquei céptica quando me disse que não é preciso pôr "panos" num bebé a menos que esteja "mal da barriga" ou febril ou se fizer xixi na cama a maior parte das noites. Eu já tinha estado na Índia várias vezes e vi lá famílias a pôr os bebés a fazer xixi e cocó no campo, mas não tinha prestado muita atenção. Como muita gente, parti erradamente do princípio de que os ocidentais não poderiam usar aquela técnica.

Pedi à minha nova amiga que me falasse mais daquilo e que me ensinasse a segurar no meu filho e a pô-lo a "fazer", o que ela aceitou de boa vontade e sem qualquer esforço.

Fascinada, observei-a a comunicar com o meu pequenino de 3 meses, que parecia saber instintivamente o que ela queria que ele fizesse. Só consigo descrever o intercâmbio e o entendimento instantâneo entre ambos – uma estranha e um bebé de colo – como uma descoberta maravilhosa.

Utilizei a técnica que ela me demonstrou, alterando-a e adaptando-a ligeiramente ao estilo de vida ocidental, e descobri que é muito superior ao sistema convencional que recorre à fralda primeiro e depois ensina a usar o bacio. Desde o dia em que comecei a trabalhar com o meu filho de 3 meses, ele raramente precisou de fralda, quer de dia quer de noite. Com 18 meses mantinha-se seco a maior parte do dia e com 25 meses tinha completado em todos os aspectos a higiene sem fraldas.

Perspectivas e origens

Este método começa com condicionamento e pode ser abordado tanto de forma racional e científica como intuitiva e espiritual, ou uma combinação de ambas, conforme o que resultar melhor consigo e com o bebé. A abordagem racional implica o cálculo dos momentos oportunos e a observação dos padrões de eliminação e da linguagem corporal do bebé. A abordagem mais espiritual requer intuição e "sintonização" com o bebé, por meios mais subtis.

Lembre-se de que é um trabalho de equipa, algo que fazem juntos através de uma comunicação íntima e baseada na confiança. Não é uma coisa que está a fazer ao bebé, nem é uma coisa que o bebé possa fazer sem si. Se tiver a vontade e a possibilidade de o fazer e se o bebé for saudável, então o bebé não precisa de mais nada para começar a trabalhar consigo.

A higiene sem (ou com) fraldas baseia-se numa técnica de aprendizagem do controlo das necessidades utilizada em grande parte da Ásia e da África Subsaariana. O método foi adaptado ao estilo de vida ocidental em vários aspectos, incluindo o recurso a um lavatório, bacio, sanita ou outro recipiente; variações nas posições de eliminação; utilização da técnica em part-time; e, caso se queira, uso de fraldas em part-time.

Resumo do método

1. Observação – Deite o bebé sem fralda num sítio confortável, quente e seguro, e observe:

a) o ritmo (durante quanto tempo e com que frequência faz xixi e cocó depois de acordar ou de comer)

b) a linguagem corporal (a forma como se mexe e contorce ou os trejeitos que apresenta enquanto faz as necessidades)

c) sons (resmungos ou gemidos ao defecar)

Isto também se pode fazer usando um pano porta-bebé. Com efeito, andar com o bebé ao colo num pano porta-bebé é uma das melhores maneiras de nos familiarizarmos com o ritmo e os padrões de eliminação dele, já que nos apercebemos logo do que acontece. É particularmente vantajoso em climas frios ou casas com pouco aquecimento. Há mães que andam com o bebé nu no pano porta-bebé, contra a pele delas, o que o mantém com a temperatura corporal perfeita. Se quiser, pode colocar uma fralda de pano debaixo do bebé enquanto ele andar no porta-bebé. É claro que não é indispensável o bebé estar sem roupa no porta-bebé. Mesmo que ande um pouco vestido e/ou com uma fralda de pano sem cobertura impermeável, vai aperceber-se quando ele fizer as necessidades.

2. Antecipação ou intuição

Antecipe o momento em que o seu bebé vai precisar de urinar ou evacuar e faça então um som de água a correr, como um "sssss". Se o bebé começar enquanto está a observá-lo, faça imediatamente o som "sssss". Ao fim de uns dias, o bebé associará esse som com a eliminação.

3. Posição e local

Quando achar que o bebé precisa de fazer xixi ou cocó, segure-o bem mas suavemente sobre o local escolhido para a função e emita um sinal audível ("sssss" ou o som/palavras que preferir). O bebé depressa associará o som, a posição e o local com a eliminação. Utilize o lugar e o recipiente que achar mais confortável e prático. Entre as muitas possibilidades contam-se o lavatório da casa de banho, uma tigela, uma bacia e ao ar livre. Os bebés mais crescidos podem sentar-se na sanita entre as suas pernas.

4. Comunicação entre mãe e bebé

A partir de agora, preste muita atenção ao ritmo e aos sinais do bebé. Quando achar que ele está em vias de fazer as necessidades, segure-o na posição adequada e faça o seu sinal. Os bebés de colo conseguem descontrair os músculos ao ouvir as nossas deixas, se estiver quase no momento certo.

Como é que sei quando o bebé precisa de fazer
xixi ou cocó?

Pode saber quando o bebé precisa de fazer as necessidades através de pelo menos um dos seguintes aspectos:

- Ritmo (ir olhando para o relógio)
- Sinais e deixas (incluindo a linguagem corporal e as vocalizações)
- Padrões de eliminação (relação com a refeição, o despertar, etc.)
- Intuição e instinto


Como hei-de vestir o bebé da maneira mais favorável?

Há dois factores principais a ter em consideração:

- Circunstâncias individuais, tais como o clima, o estilo de vida, a saúde e as
pressões sociais;

- O facto de que quanto menos camadas de roupa tiver o bebé mais fácil é para si e para o bebé estarem em contacto um com o outro, aprenderem e comunicarem sobre as necessidades fisiológicas. É mais fácil ler e responder à linguagem corporal e a outros sinais de um bebé que esteja sem roupa, de rabinho ao léu ou de outra forma facilmente acessível. Andar com o bebé no pano porta-bebé também ajuda pois é mais provável que vocês consigam andar sincronizados.

A situação ideal (nem sempre possível ou desejável) é o bebé andar nu ou de rabinho ao léu. Se isso não for possível:

- Tente vesti-lo com o mínimo de roupa possível;

- Use roupa que possa ser rápida e facilmente removida (evite fivelas, botões, etc.)

Há muitas maneiras diferentes de vestir um bebé tendo em conta a facilidade de acesso. Seja criativa e adapte-se à sua situação e às diferentes fases do desenvolvimento do bebé. Muitas mães preferem costurar elas mesmas a roupa do bebé. Para além de usar fraldas como apoio, aqui ficam algumas outras sugestões:

- Cuecas Poquito Pants, feitas à medida para todos os tamanhos desde o nascimento, à venda em:

http://wonderbabydesigns.com

- Para recém-nascidos, pijamas do tipo saco-cama, de apertar no fundo;

- Camisolas compridas ou vestidos (o comprimento adequado dependerá da mobilidade do bebé);

- Calções ou cuecas maleáveis (de turco, de malha de algodão ou lã), com cintura elástica;

- Fraldas-cueca;

- Roupa de bebé chinesa, aberta no entrepernas, à venda em:

http://www.weebees.com

e

- Calças chinesas discretas, à venda em:

http://home.socal.rr.com/rahudson/ecIPT%20Pants.htm

e

http://www.charlottescloset.com/

Vantagens da higiene sem (ou com) fraldas

Os grandes beneficiários são o bebé, os pais e o ambiente. Aqui fica uma lista mais pormenorizada das vantagens da higiene sem (ou com) fraldas:

- Aumenta o apego através da proximidade, da comunicação natural e da paciência amorosa;

- Responde ao ritmo e à comunicação natural do bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas;

- Actua directamente no primeiro período de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem;

- Ajuda o ambiente ao conservar/poupar árvores, água, petróleo e espaço nos locais de despejo de resíduos;

- Elimina ou reduz drasticamente o uso de fraldas;

- Permite aos bebés atingirem um controlo razoável entre os 12 e os 18 meses;

- Dá aos bebés a possibilidade de completar a higiene sem fraldas relativamente cedo (cerca dos 24 meses);

- Liberta os bebés das fraldas e respectivas associações negativas (sensação de peso e volume entre as pernas, químicos, etc.);

- Evita/elimina a enurese (fazer xixi na cama);

- Previne as assaduras;

- Permite o respeito pela higiene do bebé;

- Elimina "acidentes" embaraçosos para os bebés mais crescidos;

- Permite que o pai ou outras pessoas próximas e de confiança criem laços e comuniquem com o bebé;

- Proporciona uma grande poupança em fraldas e lavagem de roupa;

- Mantém o bebé consciente do seu próprio corpo;

- Reduz o risco de infecções urinárias.

Qual é a opinião dos médicos?

Embora o método da higiene sem (ou com) fraldas não seja muito conhecido no Ocidente, há cada vez mais médicos e pediatras a apoiá-lo. Muitos destes assistiram ao funcionamento do método no decurso de viagens no estrangeiro ou então são (casados com) imigrantes que cresceram em culturas nas quais este método é prática comum. Alguns médicos usaram-no com os seus próprios bebés.

Como tantas outras coisas na vida, as teorias e opiniões sobre a idade indicada para começar a aprendizagem do controlo das necessidades têm variado muito ao longo dos tempos. Até aos anos cinquenta, a maioria das famílias ocidentais começava relativamente cedo, entre os 3 e os 10 meses, e terminava também relativamente cedo. Depois surgiram a indústria das fraldas descartáveis, os estilos de vida mais frenéticos e uma nova teoria de que é melhor adiar e deixar que seja o bebé a aprender sozinho quando for capaz. A tendência está outra vez a mudar, com uma nova investigação europeia (de Agosto de 2000) a concluir que as actuais noções ocidentais sobre controlo dos esfíncteres são incorrectas e que em muitos casos é melhor começar mais cedo do que deixar para mais tarde. Apesar das diferentes opiniões médicas e teorias psicológicas ocidentais, a higiene sem (ou com) fraldas tem sido o principal método utilizado por milhões de bebés felizes e bem adaptados em muitas sociedades ao longo dos séculos. Ninguém pode negar esse facto.

E para bebés de 6 meses ou mais, será demasiado tarde?

Muitos pais começaram aos 6, 9 e até 12 meses e conseguiram, recorrendo a algumas alterações. Normalmente é mais difícil começar com um bebé que já anda e que foi "treinado" para fazer as necessidades numa fralda ou que usa fraldas descartáveis e não associa a sensação de humidade com a eliminação. Depende sobretudo das suas convicções. Se este método lhe soa bem, se sente que é adequado para si e para o seu bebé, e se o bebé for saudável e aderir a ele, então vale certamente a pena experimentar! Desde que não haja perturbações de maior na vida e na saúde da família, é provável que esteja aberta e receptiva à comunicação sobre a eliminação por parte do bebé.

Outro factor a considerar é que não existe uma idade limite fixa a partir da qual os bebés percam a ligação com as suas funções de eliminação. Cada criança é única e desenvolve-se à sua maneira. Há pais que tiveram conhecimento da higiene sem (ou com) fraldas, ou começaram com outros métodos de aprendizagem do controlo das necessidades, quando os bebés já tinham entre 6 a 18 meses, 2 anos ou até mais, e que tiveram o prazer de descobrir que os seus pequeninos estavam ainda receptivos e aptos a comunicar a respeito das suas necessidades fisiológicas. Em suma, o período de predisposição para a aprendizagem parece ser mais prolongado nalguns bebés. Sejam de que idade forem os bebés quando os pais ouvem pela primeira vez falar de higiene sem (ou com) fraldas, eu recomendo geralmente que façam uma tentativa durante umas semanas com este método suave e afectuoso, e ponderem depois se querem continuar.

Para ler os meus artigos mais pormenorizados e conselhos sobre a utilização do método com bebés de mais de 6 meses de idade, consulte:

http://www.white-boucke.com/reviews/latestarters.html

Perguntas? Contacte-me!

Chamo-me Laurie Boucke e pode escrever-me por email em inglês, francês ou holandês, para o seguinte endereço:

infantpotty@hotmail.com

Clique aqui para mais informações sobre o livro:

Infant Potty Training

Clique aqui para mais informações sobre o livro:

Infant Potty Basics

Clique aqui para visitar o grupo yahoo português de higiene sem fraldas, onde pode ler e escrever mensagens em português

© copyright 2000 – 2004
Tradução de Manuela Vaz

1 Comments:

Blogger Seva Alieva said...

Going with God in daily routine
Even with lives inundated with chores, work and iPods, many still find a place for God in their schedules.
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4:23 AM  

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